domingo, 4 de maio de 2008

Drauzio Varella: Éramos todos negros

Éramos todos negros
A você que se orgulha da cor da
própria pele (seja ela qual for),
tenho um conselho: não seja
ridículo
ATÉ ONTEM , éramos todos negros. Você dirá: se gorilas e
chimpanzés, nossos parentes mais chegados, também o são, e
se os primeiros hominídeos nasceram justamente na África
negra há 5 milhões de anos, qual a novidade?
A novidade é que não me refiro a antepassados remotos, do
tempo das cavernas (em que medíamos um metro de altura),
mas a populações européias e asiáticas com aparência física
indistinguível da atual.
Trinta anos atrás, quando as técnicas de manipulação do
DNA ainda não estavam disponíveis, Luca Cavalli-Sforza,
um dos grandes geneticistas do século 20, conduziu um
estudo clássico com centenas de grupos étnicos espalhados
pelo mundo.
Com base nas evidências genéticas encontradas e nos
arquivos paleontológicos, Cavalli-Sforza concluiu que
nossos avós decidiram emigrar da África para a Europa há
meros 100 mil anos.
Como os deslocamentos eram feitos com grande sacrifício,
só conseguiram atingir as terras geladas localizadas no norte
europeu cerca de 40 mil anos atrás.
A adaptação a um continente com invernos rigorosos teve
seu preço. Como o faz desde os primórdios da vida na Terra
sempre que as condições ambientais mudam, a foice
impiedosa da seleção natural ceifou os mais frágeis. Quem
eram eles?
Filhos e netos de negros africanos, nômades, caçadores,
pescadores e pastores que se alimentavam
predominantemente de carne animal. Dessas fontes naturais
absorviam a vitamina D, elemento essencial para construir
ossos fortes, sistema imunológico eficiente e prevenir
enfermidades que vão do raquitismo à osteoporose; do
câncer, às infecções, ao diabetes e às complicações
cardiovasculares.
Há 6.000 anos, quando a agricultura se disseminou pela
Europa e fixou as famílias à terra, a dieta se tornou sobretudo
vegetariana.
De um lado, essa mudança radical tornou-as menos
dependentes da imprevisibilidade da caça e da pesca; de
outro, ficou mais problemático o acesso às fontes de
vitamina D.
Para suprir as necessidades de cálcio do esqueleto e garantir
a integridade das demais funções da vitamina D, a seleção
natural conferiu vantagem evolutiva aos que desenvolveram
um mecanismo alternativo para obter esse micronutriente: a
síntese na pele mediada pela absorção das radiações
ultravioletas da luz do sol.
A dificuldade da pele negra de absorver raios ultravioletas e
a necessidade de cobrir o corpo para enfrentar o frio deram
origem às forças seletivas que privilegiaram a sobrevivência
das crianças com menor concentração de melanina na pele.
As previsões de Cavalli-Sforza foram confirmadas por
estudos científicos recentes.
Na Universidade Stanford, Noah Rosemberg e Jonathan
Pritchard realizaram exames de DNA em 52 grupos de
habitantes da Ásia, África, Europa e Américas.
Conseguiram dividi-los em cinco grupos étnicos cujos
ancestrais estiveram isolados por desertos extensos, oceanos
ou montanhas intransponíveis: os africanos da região abaixo
do Saara, os asiáticos do leste, os europeus e asiáticos que
vivem a oeste do Himalaia, os habitantes de Nova Guiné e
Melanésia e os indígenas das Américas.
Quando os autores tentaram atribuir identidade genética aos
habitantes do sul da Índia, entretanto, verificaram que suas
características eram comuns a europeus e a asiáticos, achado
compatível com a influência desses povos na região.
Concluíram, então, que só é possível identificar indivíduos
com grandes semelhanças genéticas quando descendem de
populações isoladas por barreiras geográficas que impediram
a miscigenação.
No ano passado, foi identificado um gene, SLC24A5,
provavelmente responsável pelo aparecimento da pele branca
européia.
Num estudo publicado na revista "Science", o grupo de Keith
Cheng seqüenciou esse gene em europeus, asiáticos,
africanos e indígenas do continente americano.
Tomando por base o número e a periodicidade das mutações
ocorridas, os cálculos iniciais sugeriram que as variantes
responsáveis pelo clareamento da pele estabeleceram-se nas
populações européias há apenas 18 mil anos.
No entanto, como as margens de erro nessas estimativas são
apreciáveis, os pesquisadores tomaram a iniciativa de
seqüenciar outros genes, localizados em áreas vizinhas do
genoma. Esse refinamento técnico permitiu concluir que a
pele branca surgiu na Europa, num período que vai de 6.000
a 12 mil anos atrás. A você, leitor, que se orgulha da cor da
própria pele (seja ela qual for), tenho apenas um conselho:
não seja ridículo.

Fonte: Folha de S.Paulo - Drauzio Varella: Éramos todos negros - 26/04/2008

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Muhammad Ali vs Sonny Liston 1965

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Bush Maldito





Valete - Fim Da Ditadura

Revolucionário:

" Yo, Valete, o people está a preparar um K.O.
definitivo a América.
Vai haver uma concentração clandestina no México, em
Guadalajara... e queremos saber se vais ou não?"

Valete:

Eu sou Valete, bro, e sempre quis ser regicida
Sacrificar a vida pela maioria oprimida
Sem contrapartida, pela revolução sou suicida
Reserva um bilhete de ida para mim, ‘tou de partida
E vou com anti-americanismo que Mao Tse Tung
propagandeara
Com a filantropia com que Platão revolucionara,
outrora
Com aquele Marxismo que Trotsky impulsionara
Estou farto da senzala, chao, só me galas em
Guadalajara
A minha aversão ao imperialismo não sara
Não quero fama, nem glória, dá-me só uma T-shirt de
Che Guevara
Põe-me num 7.4.7, México aqui vou
Viajo lembrando de como a segunda torre se desmoronou
Depois de 15 horas de voo, meu Boeing aterrou
Já fora do aeroporto, houve um bro que me identificou
"irmão Valete, eu vim-te buscar para a concentração
Entra no carro só faltas tu para começar a acção"
Chegámos ao ponto rapidamente, assim clandestinamente
Provavelmente eu nunca vira pela frente tanta gente
Era uma cidade subterrânea cheia de dissidentes
Só resistentes e combatentes naquele contingente
Eu vi Sardar, Saramago, Mia Couto e Chomsky
Também vi os mentores do atentado de Nairobi
Nipónicos pa' vingar Hiroshima e Nagasaki
Fidel Castro, Arafat, Chavez e Khadafi
Activistas do Hamas, Jihad e Hezbollah
Zapatistas, Talibãs e bombistas da Fatah
Todos diferentes mas com um objectivo em comum:
Acabar com esta ditadura que a América implantou
A sede de vingança deixava todo o exército operante
Deram o sinal pa' nos reunirmos numa sala gigante
Em cima do palanque ‘tava um fulano que elaborava o
plano
Com style de saudita ou iraquiano, só queria saber
quem é esse mano
Deixava toda a gente focada enquanto ele liderava
(
Outro Revolucionário) "Yo Valete é o Bin Laden"

(Valete) "Bin Laden?!?"

Bin Laden

Voz alterada sem barba e com cara totalmente
modificada
Eu não o curtia mas ele era o que a América merecia
Radical sem diplomacia, assim como se exigia
Formulou o plano perfeito pá' revolução que se
pretendia
Tínhamos túneis subterrâneos até à cidade de
Alexandria
Hackers bloqueavam a informação da NSA e da CIA
Tínhamos M1's, F 16's e muita artilharia, eu ria.
Informador
"Informação, informação.
As bases militares americanas em todo o mundo, já
estão controladas pelas FARC, Al Qaeda e milhões de
civis revoltosos.
O ataque aéreo ao pentágono está previsto para as 3h e
36 m.
Os ataques bombistas serão às 3h e 42 m
A invasão à Casa Branca ficará para 4h e 28m
Já sabem o que têm a fazer!"
Era um batalhão de insubmissos pa' acabar com aquela
arrogância
‘Tava incluído na missão Invasão à Casa Branca
Que seria reforçada pelo movimento black panther
Garanto qu'América nunca vira tanta encrenca
Fomos pelo túnel a dentro e chegámos em meio-dia
Alexandria tinha como Washington, cidade vizinha
E quando lá cheguei era inenarrável o que eu vira
América já ardia, rendida à nossa investida
Ficaram na defensiva, deixámos tropas sem vida
Éramos só homicidas com ira, topa a chacina
Numa outra ofensiva, edifício da ONU caíra
Largámos bué da mísseis em New York, Carolina
Califórnia, Louisiana, Detroit e Virgínia
Geórgia, Indiana, Illinois, Pensilvânia e Kansas
Ás quatro e um quarto já ‘tava tudo controlado
Nossos soldados já tinham a Rádio a TV e o Pentágono
Passado mais um bocado, Fidel leu o comunicado
"Acabou a Ditadura" podes crer é o golpe de estado.
E à porta da Casa Branca fiquei com Bin Laden a sós
Disse-lhe sem hesitar um coche: Deixa-me liquidar o
George
Ele esboçou um sorriso e olhou-me fundo nos olhos
Sentiu segurança na minha voz e passou-me uma
Kalashnikov
Era só ódio destruitivo na minha cabeça
Kalash fui exibindo assim a dar paleta
Eu fui o homem escolhido pa' ditar a sentença
Olha o meu peito erguido pa' vingar o planeta
Entrei na Casa Branca assim cheio de moral
Nossos snipers iam abatendo a escolta presidencial, eu
andava
No piso inferior de corredor em corredor
Abria porta a porta à procura daquele estupor
Vi a porta dos fundos, senti um feeling interior
Abri... até que enfim Sr. Ditador
Agora sente o pavor
Vais pagar pela tua merda e pela dos teus antecessores
Isto é pelas vítimas das guerras que vocês fabricaram
Pelas bocas que morreram pela falta de pão que vocês
negaram
Pelo terror que semearam, alastraram, perpetuaram
Pelos homens e mulheres que as vossas bombas mutilaram
Pelo suor dos trabalhadores que vocês escravizaram
Pela alma deste planeta que vocês danificaram.

(Tiros)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Wake up - Rage Against The Machine

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Tarantino´s Mind

Bem apertado / Selton Mello

"isso é o veneno do rato do guabiru"

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Yu Koyo Peya (Parte 1)

Yu Koyo Peya (Parte 2)

Yu Koyo Peya (Parte 3)

Revolução Lúdica

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Executivo acha que P2P afeta venda de milho

surplus (imagem-orfão)

Rick Cotton, conselheiro geral da NBC/Universal deu uma declaração de que a troca ilegal de filmes em redes P2P afeta a vida de fazendeiros que cultivam o milho.

Para o executivo "sem a pirataria de filmes, as locadoras venderiam e alugariam mais títulos. Os cinemas venderiam mais ingressos e pipoca. Cultivadores de milho teriam mais lucro e poderiam comprar mais equipamentos de
fazenda".

O site The Inquirer foi atrás de informações para derrubar as alegações de Cotton e descobriu que a venda de milho aumentou de US$ 2,08, em 2006, para US$ 3,83 por bushel, com previsão de aumento para US$ 4,03 até a colheita de dezembro.

A declaração considerada absurda foi acrescentada a outra recente infeliz colocação, em que Cotton dizia que deveria se investir mais em combate a pirataria e falsificação que em crimes tradicionais como roubo, fraude e roubo a banco, que custariam bem menos ao país.


Fonte: http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=9037&sec=5

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Dialética da Dialética

Somente após a desestruturação mutua da realidade humana que passaremos a compreender que a realidade nada mais é que pura utopia.

A realidade não existe. Somos todos objetos de um fetiche sarcástico da dita divindade, mas pensar assim leva-me a crer que a divindade existe, claro, acredito, mas não na sua divindade personificada.

O homem fez de Deus sua imagem e semelhança para justificar suas fraquezas e ter um bode expiatório, pois, é necessário ter alguém para justificar sua insanidade e egoísmo.

Com o livre arbítrio, qualquer discurso torna-se fugaz e irrelevante, sendo assim, toda retórica passou a não fazer sentido algum para a sociedade humana, uma vez que podemos utilizar desse discurso infantil para nos esconder. A abstração de idéias da sociedade é fundada apenas nos sentimentos pueris; cada ser passou a verbalizar seus discursos e conceitos na ordem do “Ter” para ser “alguém”; ser mais um pequeno burguês na retórica capitalista.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Lavagem Cerebral



Racismo preconceito e discriminação em geral
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral

Não seja um imbecil
Não seja um Paulo Francis
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco?
Aliás branco no Brasil é difícil porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda então olhe pra trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura então porque o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou...
Nasceram os brasileiros cada um com a sua cor
Uns com a pele clara outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral

Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou quelava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento que ainda recebe osalário e o pão de cada dia graças ao negro ao nordestino e atodos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
Um sujeito com a cara do PC Farias
Não você não faria isso não...
Você aprendeu que o preto é ladrão
Muitos negros roubam mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa musica você aprender e fazer
A lavagem cerebral

O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não para pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Qualquer tipo de racismo não se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo é racista mas não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
E se você é mais um burro
Não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você

(Lavagem Cerebral - Gabriel O Pensador)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Você faria o mesmo?

Para pensar!

"Se a injustiça faz parte do atrito necessário à máquina do governo, deixemos que assim seja: talvez amacie com o passar do tempo, e certamente a máquina irá se desgastar. Se a injustiça tem uma mola, polia, cabo ou manivela exclusivamente para si, talvez possamos questionar se o remédio não será pior que o mal. Mas se ela for de natureza tal que exija que nos tornemos agentes de injustiça para com os outros, então proponho que violemos a lei. Deixemos que nossas vidas sejam um antiatrito capaz de deter a máquina. O que devemos fazer, de qualquer maneira, é verificar se não nos estamos prestando ao mal que condenamos.
RIDENDO CASTIGAT MORES!"


Guy Fawkes