quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Pedra e Bala (ou os Sertões)

Juntem as forças pra seguir nessa jornada
Busquem as forças pra lutar na sua própria batalha
A poeira subiu de ambos lados
Arames farpados olhos e punhos fechados cerrados
A face marcada pela mesma vida seca como a terra rachada
Uma sombra densa e pesada eclipsando o que há de melhor na sua alma
O verdadeiro terror mais sufocante que o calor (eu disse)
Essa é a sua jaula
Os desertos se encontram de várias formas
Seja no espírito no solo ou na mente através de idéias tortas
Que produzem gente morta em escala industrial
GUERRA PELA TERRA
A PEDRA CONTRA O TANQUE
GUERRA ALTERA A TERRA NADA SERÁ COMO ANTES
Na inverção dos papéis do pequeno Davi contra Golias o gigante
Como os barões das mega corporações
Gigante como o coronelado dos grandes e pequenos sertões
Como os vários e vários e vários Ubiratans (Ubiratans)
Com seus sanguinários batalhões(É pedra e bala rasga o peito)
Que na sua prepotência(De quem passa, passa sem destino)E ignorância bélica
Não conseguirão perceber a força que a chegada certeira daquela pedra
Juntem as forças pra seguir nessa jornada
Busquem as forças pra lutar na sua própria batalha
Um beijo seco no portão do teu ouvido
Quebrando cercas pra chegar na nossa mira
A PEDRA CURTE A BALA CORRE E VOA
A PEDRA FURA BALA TRANSPASSA
A BALA É QUENTE E A PEDRA É CRUA COMO UM GOLE DE CACHAÇA
Velho como teu projeto louco
Forte como quem chora de medo
Guerra pela terra
A pedra contra o tanque
Guerra altera a terra nada será como antes
Escuto em alto falantes aquele som de cimento dessa muralha sem fim
Desejo a pedra e a bala
E a santa paz fora do jogo
Pois o que fala alto é pedra e bala(Pedra e bala)
Naquela praça onde as crianças brincam(Sol, poeira)
Naquele prédio perto das estrelas(De pedra e bala)
Naquele circo no qual quando chove não há espetáculo
Cordel Do Fogo Encantado
(José Paes de Lira e Bnegão)
Grifos Meus

Créditos da postagem - Moisés

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