quarta-feira, 18 de abril de 2007

JÁ SE FOI

Tu que sempre estás escondida

No coração dos irmãos da escuridão e da saudade

Olha para nós como queridos

Pois somos filhos da tortura e da maldade

Tu que vives entre as máscaras do medo

Que nem sois água, nem fogo, terra ou ar

Vem quando chamamos hoje e agora

Vem sem medo pois chega a hora

já se esvai nosso luar

Carrega a dor que nos trouxeram

Destrói a fome, a peste e os governos

E te teremos para sempre em nossas mentes

Como a mais linda de todas as noites

Aliás, é isso que tu nunca deixas de ser

Vem que a carruagem te espera

Vem que a tocha ainda arde.

Antes que a lua se apague e que o sol deixe de dar sua luz

15/04/2001

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Natal, Abril de 2001

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